O Enigma do Coronel Fawcett - O Verdadeiro Indiana Jones

Hermes Leal
Em "O Enigma do Coronel Fawcett - O Verdadeiro Indiana Jones”, reeditado pela Geração-Ediouro, o escritor e jornalista Hermes Leal refaz a história do tenente-coronel inglês Percy Harrisson Fawcett em expedição pela América Latina, principalmente no Brasil, no início do século 20. Saga recheada de aventura, suspense, lendas e mitos que inspiraram escritores famosos de histórias de aventuras, como Arthur Conan Doyle e Henry Rider Haggard, além do personagem Indiana Jones, levado ao cinema por Steven Spielberg. Hermes Leal detalha, com sobriedade e realismo, a determinação, a coragem e as dificuldades encontradas por Fawcett para alcançar o seu tão almejado sonho – o de descobrir vestígios de uma cidade desaparecida no Brasil Central, o que culminou com o seu desaparecimento em 1925. Fato até hoje envolto em um mistério que intriga pesquisadores e expedicionários. Você também pode gostar de: “Antes que o sonho Acabe” Saiba mais

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Em “O Enigma do Coronel Fawcett – O Verdadeiro Indiana Jones”, reeditado pela Geração-Ediouro, o escritor e jornalista Hermes Leal refaz a história do tenente-coronel inglês Percy Harrisson Fawcett em expedição pela América Latina, principalmente no Brasil, no início do século 20. Saga recheada de aventura, suspense, lendas e mitos que inspiraram escritores famosos de histórias de aventuras, como Arthur Conan Doyle e Henry Rider Haggard, além do personagem Indiana Jones, levado ao cinema por Steven Spielberg. Hermes Leal detalha, com sobriedade e realismo, a determinação, a coragem e as dificuldades encontradas por Fawcett para alcançar o seu tão almejado sonho – o de descobrir vestígios de uma cidade desaparecida no Brasil Central, o que culminou com o seu desaparecimento em 1925. Fato até hoje envolto em um mistério que intriga pesquisadores e expedicionários.

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Características

Autor: Hermes Leal
ISBN: 978-85-6030-217-8
Editora: Geração Editorial
Ano de publicação: 2008
Subtítulo: O Verdadeiro Indiana Jones
No de páginas: 288
Edição: 4ª edição
Língua: Português (Brasil)
Dimensões: 23.4 x 15.6

Mais sobre o livro

Quem foi Percy Harrison Fawcett?  Ele nasceu em 18 de agosto de 1867 na Inglaterra e desapareceu em 1925. Ele foi um geógrafo britânico, oficial de artilharia, cartógrafo, arqueólogo e explorador da América do Sul. Fawcett desapareceu ao lado do filho mais velho, Jack e de seu colega Rimell durante uma expedição para encontrar "Z" - seu nome para uma antiga cidade perdida que ele e outros acreditavam existir nas selvas do Brasil.

O Verdadeiro Indiana Jones: o Enigma do Coronel Fawcett Livro de Hermes Leal, lançamento da Geração Editorial -Ediouro, refaz a história do coronel inglês Fawcett em busca da Cidade Escondida no Brasil

A saga do tenente-coronel inglês Percy Harrisson Fawcett é recheada de aventura, suspense, lendas e mitos. Não é à toa que seus estudos de campo como antropólogo pela América Latina, em especial no Brasil, inspiraram escritores famosos de histórias de aventuras, como Arthur Conan Doyle e Henry Rider Haggard, além do personagem Indiana Jones, levado ao cinema por Steven Spielberg.

Em O Verdadeiro Indiana Jones: o Enigma do Coronel Fawcett, lançamento da Geração Editorial-Ediouro, o escritor e jornalista Hermes Leal se dedicou a instigante tarefa de contar a biografia desse explorador, bem como as impressões sobre os lugares por onde passou. O livro detalha a determinação, a coragem e as dificuldades encontradas por Fawcett para alcançar o seu tão almejado sonho – o de descobrir vestígios de uma cidade desaparecida no Brasil Central, o que culminou com o seu desaparecimento em 1925. Fato até hoje envolto em um mistério que intriga pesquisadores e expedicionários.

De forma sóbria e realista, Hermes Leal oferece ao leitor o cenário vivido pelo explorador – uma aventura embrenhada nas fronteiras brasileiras e na mata mato-grossense em contato com populações indígenas, sertanejos e fazendeiros. Seu protagonista percorreu a trajetória com obstinação e coragem. Esta se inicia no oriente, nos primeiros anos do século passado, onde o Coronel Fawcett desempenhou um papel de destaque a serviço do exército nas antigas colônias inglesas, dentre as quais o Ceilão.

O especialista em antropologia e topografia casou-se, teve três filhos e serviu na primeira Grande Guerra, mas seus planos estavam muito distantes do oriente. Budista, ele se convencera de que poderia encontrar uma civilização pré-histórica na América Latina, parecida com os Impérios Inca e Asteca. A partir de 1906 foi contratado para expedições de delimitação de fronteiras entre o Peru e a Bolívia e, daí em diante, nascia um dos exploradores mais famosos do século XX.

Seus feitos heróicos e suas investigações arqueológicas vêm acompanhados de descrições detalhadas das regiões nunca antes desbravadas pela ação do homem. A extensa pesquisa de Leal é baseada em arquivos, documentos e livros sobre as expedições de Fawcett espalhados na Europa, na Ásia e no Brasil, em cartas e artigos escritos pelo próprio durante suas jornadas, além de uma visita in loco.

Apesar de escrito com base na América Latina e no Brasil dos anos 20, as aventuras e as “imagens” narradas pelo autor continuam atuais e vigorosas, principalmente, ao abordar lendas  das quais Fawcett ouvira falar e ainda continuam sendo objeto   de culto entre os místicos. A narrativa combina as belas imagens das cordilheiras com passagens de feições assustadoras que descrevem as descidas em rios traiçoeiros, o silêncio da mata, o sofrimento, as privações, a fome e a espera de um iminente ataque indígena.

Para o Coronel, o desbravamento do continente também o levava para um novo mundo repleto de histórias do imaginário sertanejo, índios morcegos, animais exóticos, doenças tropicais, escravos e vestígios de civilizações superiores. A posse de uma estatueta de basalto com hieróglifos lhe servia de mapa para encontrar a Cidade Abandonada ou a “Misteriosa Z”, como ele a batizou, “construída em outros tempos, por gente mística além da nossa compreensão”.

Tanto mistério transformou a sua presença em alvo de controvérsias no território brasileiro. O renomado Marechal Cândido Rondon enxergava nele algo mais do que um aventureiro romântico que almejava trazer benefícios para a humanidade; Rondon acreditava se tratar de um estrangeiro em busca de tesouros. Ao que tudo indica nunca se chegou a tal “Cidade Abandonada”, suas expedições com patrocínio do governo brasileiro, entre 1920 e 1923, fracassaram ao desbravar o Mato Grosso e a Bahia entrando em terras indígenas. Empenhado, Fawcett se lançou em outra tentativa, com início envolto em muita polêmica, descrédito da imprensa e sem a confiança das autoridades brasileiras. Em 1925, aos 57 anos, o aventureiro ,  ao lado do filho mais velho, Jack e de seu colega Rimell, entraria novamente na selva mato-grossense para mais uma missão, dessa vez suicida.

O autor dedica alguns capítulos para esmiuçar a repercussão em torno do desaparecimento dos três. O mito se fortalecia no mundo inteiro fabricando várias teses, todas refutadas pela família, que preferia acreditar no retorno deles – entre as quais especulava-se que Fawcett casara-se com uma índia e Jack tivera um filho (um índio branco), ou mesmo que ambos foram mortos por índios Kalapalos.

Atrás de fama e reconhecimento, escritores, pesquisadores, charlatões, além da imprensa sensacionalista lançaram suas obras e reportagens: sérias e absurdas. Caravanas de expedicionários chegavam ao Brasil prometendo desvendar o mistério ou mesmo encontrá-los, talvez como prisioneiros de alguma comunidade indígena. Todos os resultados soaram infrutíferos. O que chegou mais perto da verdade envolveu a descoberta de ossadas pelo sertanista Orlando Villas Boas, em 1951, comprovadas posteriormente que não eram do aventureiro.

O projeto de Hermes Leal em traçar a história de Fawcett o levou a fazer parte de uma expedição ao Xingu. Junto com um grupo de jornalistas, estudantes e equipes de vídeos se formou a “Expedição Autan nas trilhas do Coronel Fawcett”, em maio de 1996, objetivando conhecer as terras que encantaram o explorador inglês e o universo místico que rodeia as imensas serras da região.

Como Leal mesmo justifica: “Para entender Fawcett, era preciso conhecer os lugares por onde ele passou e descobrir o que tem no sertão do Mato Grosso de tão mágico a ponto de atraí-lo numa arriscada expedição em busca de um mundo perdido”. O autor se deparou com as mudanças culturais dos índios, agora consumidores de produtos modernos, adeptos da moda dos “brancos” e de bicicletas. Em plena reserva indígena seu grupo foi seqüestrado e se tornou alvo de barganha dos índios em troca de pertences pessoais, equipamentos e caminhonetes.

O desfecho de O Verdadeiro Indiana Jones se enquadra bem na trajetória real de Fawcett. No final, o leitor saberá que a aventura dele encontra laços com a própria experiência pessoal do autor. Os fatos narrados no livro e o posterior perigo de Leal e seu grupo sob domínio dos índios servem para recuperar questões importantes, sobretudo aquelas determinadas pela ação dos homens e não pela natureza; como a de imaginar um pouco as dificuldades extremas, a coragem e o espírito, assim como as condições que levaram ao desaparecimento do explorador inglês.

Sobre o autor

reservacinefila.com.br/wp-content/uploads/2019/...HERMES LEAL PhD em Narrativa de Ficção, Hermes Leal é escritor, com sete livros publicados, explorador e documentarista. É jornalista, formado na UFG, Mestre em Cinema, com especialização em Roteiro pela ECA/USP, e Doutor em Letras, com especialização em Linguística e Semiótica das Paixões, pela FFLCH/USP. O resultado desta pesquisa foi publicado em 2017, “As Paixões na Narrativa – A Construção do Roteiro de Cinema”, pela Perspectiva, uma grande e importante editora, na famosa Coleção Estudos. E “As Paixões nos Personagens”, em 2020, para analisar a nova teoria na série “Game Of Trhones” e no filme “Roma” e “Parasita”. Escritor com sete livros publicados, incluindo o romance “Antes que o sonho Acabe” (Geração Editorial, 2016), um romance sobre um jovem em fuga da Amazônia em épocas sombrias da Guerra Fria que desequilibrava a segurança do mundo, que será filmado com direção do premiado cineasta Lírio Ferreira e distribuição da O2 Play. Seu primeiro romance, “Eu Sou Foda!”, lançada em 1997, que logo se esgotou e relançado em 2006, com o título “Faca na Garganta”, que gerou polêmica ao mostrar uma geração de adolescentes nos anos 1990 que podiam tudo, menos vencer a AIDS. Contador de boas histórias, Hermes é explorador, suas aventuras são sempre autênticas por lugares pouco ou nunca explorados. É autor de “Uma Aventura no Vão das Almas” (1995) e da primeira biografia do aventureiro que inspirou Indiana Jones, “O Enigma do Coronel Fawcett” (Geração Editorial, 4a edição, 2008), sobre o inglês caçador de cidades perdidas no Brasil. O livro virou um pequeno best-seller, com cinco edições impressas, e relata a aventura de Fawcett e do próprio autor em busca de pistas sobre o seu misterioso desaparecimento.
Roteirista e diretor de importantes séries de TV, como “Pensamento Contemporâneo” (Canal Curta! e CineBrasilTV), com oito episódios abordando temas do Café Filosófico, da TV Cultura, com os maiores pensadores do Brasil e do mundo. Sua série “Cineastas”, estreou em 2017 no canal Prime Box Brasil, exibida em 2020 pelo Canal Curta! e A&E, e disponível no streaming (NOW e Vivo Play). Em 2020, estreia novas séries e filmes documentais: “Na Força da Lei”, seriado que mostra a transformação do pais através de 13 leis que mudaram nossa história; “Amazon Fashion”, seriado para o canal Fashion TV que aborda a moda a partir de produtos sustentáveis na Amazônia; como produtor, lança o documentário “Idade da Água”, de Orlando Senna (“Iracema, uma Transa Amazônica”), que participou de mais de 20 festivais no Brasil e no exterior, e aborda a questão da poluição das águas na Amazônia. Profissional de televisão, com carreira iniciada nos anos 90, quando atuou como diretor de TV na Rede Manchete, onde esteve por dez anos e criou o primeiro reality policial no Brasil, “Na Rota do Crime”, campeão de audiência por anos. Atuou ainda no jornalismo do SBT, Rede TV e Record. E como diretor de Conteúdo com canal CineBrasilTV.

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