Platão não estava doente

Marcelo Perine
“Platão, creio, estava doente” (Fédon 59 B). Esta famosa frase do Fédon, a que alude o título desta obra, traduz uma estratégia de ocultamento, pela qual Platão sinaliza claramente que sua obra escrita não pretende se apresentar como um conjunto de documentos históricos, testemunho de diálogos efetivamente ocorridos, ao mesmo tempo em que lhe permite fazer do condutor dos diálogos, na maioria deles Sócrates, uma dramatis persona de si mesmo. Assim como na tradição direta dos escritos Platão esconde-se deliberadamente, mas revela seu pensamento sob a máscara dos personagens literários que criou, também na tradição indireta seu pensamento encontra-se camuflado, seja pelo caráter alusivo de muitas passagens de seus escritos, seja pelo testemunho de seus discípulos imediatos e longínquos. Saiba mais

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“Platão, creio, estava doente” (Fédon 59 B). Esta famosa frase do Fédon, a que alude o título desta obra, traduz uma estratégia de ocultamento, pela qual Platão sinaliza claramente que sua obra escrita não pretende se apresentar como um conjunto de documentos históricos, testemunho de diálogos efetivamente ocorridos, ao mesmo tempo em que lhe permite fazer do condutor dos diálogos, na maioria deles Sócrates, uma dramatis persona de si mesmo. Assim como na tradição direta dos escritos Platão esconde-se deliberadamente, mas revela seu pensamento sob a máscara dos personagens literários que criou, também na tradição indireta seu pensamento encontra-se camuflado, seja pelo caráter alusivo de muitas passagens de seus escritos, seja pelo testemunho de seus discípulos imediatos e longínquos.

Características

Autor: Marcelo Perine
ISBN: 978-85-15-04139-8
Editora: Edições Loyola
Ano de publicação: 2014
Capa: Brochura
No de páginas: 312
Língua: Português
Dimensões: 23.4 x 15.6

Mais sobre o livro

Marcelo Perine, doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1986), é professor associado da PUC-SP, membro da International Plato Society e membro fundador da Associação Latino-americana de Filosofia Antiga (ALFA). Desenvolve pesquisas na área de Ética e Filosofia Política Contemporâneas e dedica-se ao estudo da tradição indireta do platonismo na perspectiva da Escola de Tübingen-Milão. É autor de Filosofia e violência – Sentido e intenção da filosofia de Éric Weil (São Paulo, 1987, 2a ed. 2013, trad. francesa Philosophie et violence – Sens et intention de la philosophie d’Eric Weil, Paris, 1991), Éric Weil e a compreensão do nosso tempo (São Paulo, 2004), Quatro lições sobre a ética de Aristóteles (São Paulo, 2006) e Ensaio de iniciação ao filosofar (São Paulo, 2007), bem como organizador de Diálogos com a cultura contemporânea – Homenagem ao Pe. Henrique C. de Lima Vaz, SJ (São Paulo, 2003) e Estudos platônicos – Sobre o ser e o aparecer, o belo e o bem (São Paulo, 2009).

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