Trapaça Vol. 1 - Collor

Luís Costa Pinto

O primeiro presidente eleito no país depois de 21 anos de ditadura foi cassado com base num processo de investigação iniciado e conduzido pela imprensa. O irmão do presidente da República, Pedro Collor, revelou esquemas de corrupção do governo numa entrevista bombástica ao jornalista Luís Costa Pinto, então com apenas 23 anos e uma determinação intensa para a investigar os fatos. Depois, o motorista que servia à família presidencial conduziu parlamentares de uma CPI a documentos que embasaram a cassação do presidente. O país se uniu para superar o trauma e buscar soluções que não paralisassem nem a reconstrução democrática, nem a economia nacional. Esse é o pano de fundo do 1º volume de Trapaça, a saga política no universo paralelo brasileiro. Irregularidades, tráfico de influência, lobbies, negócios escusos, a busca insaciável do poder, paixões intensas por mulheres fatais,  num ambiente em que se ressalta a crônica corrupção do estado brasileiro, antecipando o que vivemos hoje.

LIÇÃO DE JORNALISMO E HISTÓRIA
Luís Costa Pinto era ainda um jovem e pouco experiente jornalista pernambucano de 23 anos quando se deparou com o caso que levaria ao primeiro impeachment de presidente brasileiro eleito pelo voto, após 24 anos de ditadura militar. Quase trinta anos depois dos acontecimentos, e distanciado deles, o agora experiente jornalista e consultor de comunicação (e política) os rememora.

E como rememora! O relato, alucinante e de perder o fôlego, revela os bastidores mais secretos de acontecimen­tos que julgávamos conhecer inteiramente – mas não. O que se lê como romance ou thriller traz um enredo épico, com personagens grandiosos ou não, daqueles que quase não se veem mais.

Como comparar figuras históricas como Franco Montoro, Mário Covas, Ruth Cardoso, Paulo Brossard, José Dirceu – do lado democrático – ou Ernesto Geisel, Jarbas Passarinho – do outro lado – com os atuais anões (pois disso não passam) da cena política brasileira atual? Como comparar as ações heroicas dos jornalistas dos anos 1990, quando nem internet havia, suas investigações penosas, exaustivas, com a ação dos jornalistas “pesquisadores” de hoje, que tudo buscam no Google, ou dos que apenas recebem dossiês, gravações (legais e ilegais) e documentos vazados de policiais ou procuradores que os manipulam?

Luís Costa Pinto, testemunha da História, foi também um de seus maiores protagonistas. Ele praticamente detonou – com uma entrevista bombástica do irmão do presidente – o processo de deposição daquele que, como hoje, se elegera sobre o fracasso dos que represen­tariam a “antiga política”.

Este é também um livro que importuna e faz pensar, como afirma o filósofo Renato Janine Ribeiro em seu prefácio. E se pergunta: como foi que aqueles que se uniram por um Brasil melhor, em 1992, conseguiram se desunir tendo tanto ódio entre si, a ponto de abrirem as portas para um personagem cuja força não é própria, mas reside apenas na fraqueza de todos os demais atores da política brasileira?

O impeachment de 1992 amalgamou a reconstrução das instituições brasileiras pós-ditadura. O processo que depôs a presidenta Dilma Rousseff em 2016 voltou a fracioná-las. A vaidade, pecado capital, costura com os fios dramáticos das suas perdições os retalhos da narrativa.

Ao final deste livro, um vazio: o que veio depois, e aonde chegamos? Aqui, como afirma outro prefaciador, o escritor Xico Sá, terminada a leitura o que surge é uma espécie de vazio que, tenho certeza, Luís Costa Pinto preencherá com os outros volumes prometidos para breve – a história em seu inexorável curso, até os dias atuais. Pena que a cada volume, isso é certo, os personagens mais se apequenem do que se agigan­tem. Esta é a grande tragédia de nossos tempos. Para um Churchill e um Kennedy, um Putin e um Trump. Para um Getúlio Vargas e um Juscelino Kubitschek,  quatro Bolsonaros. O tempora! O mores!

Comentários sobre a obraTrapaça, em seu volume de abertura da saga, chega como uma obra extraordinária de jornalismo literário. Escrito como os melhores roteiros de ação e suspense, deixa o leitor roendo as unhas pela publicação da segunda parte da história. Bate aquele vazio no ponto-final. (…) É um fabuloso exercício de jornalismo literário em primeiríssima pessoa.”
Xico Sá
Jornalista, roteirista, comentarista  e escritor“Lembrar o impeachment de Fernando Collor, revelar aspectos ainda desconhecidos do período feliz em que a derrubada pela via constitucional do primeiro presidente eleito após a ditadura abriu lugar para duas décadas de equilíbrio político e de inclusão social é muito importante, especialmente depois que a derrubada pela via torta da quarta pessoa a presidir o Brasil após a ditadura, Dilma Rousseff, abriu uma caixa de Pandora que nos impôs um atraso civilizacional enorme, e do qual será difícil, custoso e mesmo nada certo que nos recuperemos.”
Renato Janine Ribeiro
Filósofo e cientista político

“Luís Costa Pinto, testemunha da História, foi também um de seus maiores protagonistas.”
Luiz Fernando Emediato
Editor e Publisher
Prêmio Esso de Jornalismo em 1982

O autor Luís Costa Pinto nasceu no Recife em 1968 e se formou em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco em agosto de 1990. Exerceu cargos como repórter especial, editor e chefe de sucursais em publicações como Veja, O Globo, Folha de S. Paulo e Época no Recife, em Brasília e em São Paulo. É autor de dois livros, Os Fantasmas da Casa da Dinda (1992, Ed. Contexto, em co-autoria com Luciano Suassuna. Prêmio Jabuti de melhor livro-reportagem de 1992) e As Duas Mortes de PC Farias (1995, Ed. Best Seller).  Em 1992 recebeu os prêmios Líbero Badaró de Jornalismo e Esso de Jornalismo em razão das reportagens sobre as denúncias de Pedro Collor contra PC Farias. Em 2002 saiu das redações e passou a atuar como consultor de estratégias políticas a partir de Brasília e realizando análise de cenários e de conjuntura para empresas, corporações e associações empresariais. Colabora como articulista, esporadicamente, com alguns veículos de comunicação.

 

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$27.30

O primeiro presidente eleito no país depois de 21 anos de ditadura foi cassado com base num processo de investigação iniciado e conduzido pela imprensa. O irmão do presidente da República, Pedro Collor, revelou esquemas de corrupção do governo numa entrevista bombástica ao jornalista Luís Costa Pinto, então com apenas 23 anos e uma determinação intensa para a investigar os fatos. Depois, o motorista que servia à família presidencial conduziu parlamentares de uma CPI a documentos que embasaram a cassação do presidente. O país se uniu para superar o trauma e buscar soluções que não paralisassem nem a reconstrução democrática, nem a economia nacional. Esse é o pano de fundo do 1º volume de Trapaça, a saga política no universo paralelo brasileiro. Irregularidades, tráfico de influência, lobbies, negócios escusos, a busca insaciável do poder, paixões intensas por mulheres fatais,  num ambiente em que se ressalta a crônica corrupção do estado brasileiro, antecipando o que vivemos hoje.

LIÇÃO DE JORNALISMO E HISTÓRIA
Luís Costa Pinto era ainda um jovem e pouco experiente jornalista pernambucano de 23 anos quando se deparou com o caso que levaria ao primeiro impeachment de presidente brasileiro eleito pelo voto, após 24 anos de ditadura militar. Quase trinta anos depois dos acontecimentos, e distanciado deles, o agora experiente jornalista e consultor de comunicação (e política) os rememora.

E como rememora! O relato, alucinante e de perder o fôlego, revela os bastidores mais secretos de acontecimen­tos que julgávamos conhecer inteiramente – mas não. O que se lê como romance ou thriller traz um enredo épico, com personagens grandiosos ou não, daqueles que quase não se veem mais.

Como comparar figuras históricas como Franco Montoro, Mário Covas, Ruth Cardoso, Paulo Brossard, José Dirceu – do lado democrático – ou Ernesto Geisel, Jarbas Passarinho – do outro lado – com os atuais anões (pois disso não passam) da cena política brasileira atual? Como comparar as ações heroicas dos jornalistas dos anos 1990, quando nem internet havia, suas investigações penosas, exaustivas, com a ação dos jornalistas “pesquisadores” de hoje, que tudo buscam no Google, ou dos que apenas recebem dossiês, gravações (legais e ilegais) e documentos vazados de policiais ou procuradores que os manipulam?

Luís Costa Pinto, testemunha da História, foi também um de seus maiores protagonistas. Ele praticamente detonou – com uma entrevista bombástica do irmão do presidente – o processo de deposição daquele que, como hoje, se elegera sobre o fracasso dos que represen­tariam a “antiga política”.

Este é também um livro que importuna e faz pensar, como afirma o filósofo Renato Janine Ribeiro em seu prefácio. E se pergunta: como foi que aqueles que se uniram por um Brasil melhor, em 1992, conseguiram se desunir tendo tanto ódio entre si, a ponto de abrirem as portas para um personagem cuja força não é própria, mas reside apenas na fraqueza de todos os demais atores da política brasileira?

O impeachment de 1992 amalgamou a reconstrução das instituições brasileiras pós-ditadura. O processo que depôs a presidenta Dilma Rousseff em 2016 voltou a fracioná-las. A vaidade, pecado capital, costura com os fios dramáticos das suas perdições os retalhos da narrativa.

Ao final deste livro, um vazio: o que veio depois, e aonde chegamos? Aqui, como afirma outro prefaciador, o escritor Xico Sá, terminada a leitura o que surge é uma espécie de vazio que, tenho certeza, Luís Costa Pinto preencherá com os outros volumes prometidos para breve – a história em seu inexorável curso, até os dias atuais. Pena que a cada volume, isso é certo, os personagens mais se apequenem do que se agigan­tem. Esta é a grande tragédia de nossos tempos. Para um Churchill e um Kennedy, um Putin e um Trump. Para um Getúlio Vargas e um Juscelino Kubitschek,  quatro Bolsonaros. O tempora! O mores!

Comentários sobre a obraTrapaça, em seu volume de abertura da saga, chega como uma obra extraordinária de jornalismo literário. Escrito como os melhores roteiros de ação e suspense, deixa o leitor roendo as unhas pela publicação da segunda parte da história. Bate aquele vazio no ponto-final. (…) É um fabuloso exercício de jornalismo literário em primeiríssima pessoa.”
Xico Sá
Jornalista, roteirista, comentarista  e escritor“Lembrar o impeachment de Fernando Collor, revelar aspectos ainda desconhecidos do período feliz em que a derrubada pela via constitucional do primeiro presidente eleito após a ditadura abriu lugar para duas décadas de equilíbrio político e de inclusão social é muito importante, especialmente depois que a derrubada pela via torta da quarta pessoa a presidir o Brasil após a ditadura, Dilma Rousseff, abriu uma caixa de Pandora que nos impôs um atraso civilizacional enorme, e do qual será difícil, custoso e mesmo nada certo que nos recuperemos.”
Renato Janine Ribeiro
Filósofo e cientista político

“Luís Costa Pinto, testemunha da História, foi também um de seus maiores protagonistas.”
Luiz Fernando Emediato
Editor e Publisher
Prêmio Esso de Jornalismo em 1982

O autor Luís Costa Pinto nasceu no Recife em 1968 e se formou em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco em agosto de 1990. Exerceu cargos como repórter especial, editor e chefe de sucursais em publicações como Veja, O Globo, Folha de S. Paulo e Época no Recife, em Brasília e em São Paulo. É autor de dois livros, Os Fantasmas da Casa da Dinda (1992, Ed. Contexto, em co-autoria com Luciano Suassuna. Prêmio Jabuti de melhor livro-reportagem de 1992) e As Duas Mortes de PC Farias (1995, Ed. Best Seller).  Em 1992 recebeu os prêmios Líbero Badaró de Jornalismo e Esso de Jornalismo em razão das reportagens sobre as denúncias de Pedro Collor contra PC Farias. Em 2002 saiu das redações e passou a atuar como consultor de estratégias políticas a partir de Brasília e realizando análise de cenários e de conjuntura para empresas, corporações e associações empresariais. Colabora como articulista, esporadicamente, com alguns veículos de comunicação.

 

Características

Autor: Luís Costa Pinto
ISBN: 978-85-8130-429-8
Editora: Geração Editorial
Ano de publicação: 2019
Capa: Brochura
Subtítulo: Volume 1 Collor | Saga política no universo paralelo brasileiro
No de páginas: 288
Língua: Português
Dimensões: 23.4 x 15.6

Mais sobre o livro

Pela primeira vez o jornalista Luís Costa Pinto – que há quase 30 anos deu início ao processo que resultou na queda do presidente Fernando Collor – revela os bastidores de uma investigação dramática, num tempo em que nem a Polícia Federal nem o Ministério Público estavam aparelhados para cumprir com o papel que exercem hoje. Trapaça – Volume 1 – Collor é o primeiro de quatro livros da saga que pretende contar, em ritmo de thriller policial e literário, os bastidores do poder no Brasil ao longo de três décadas, da ascensão e queda de Collor aos dias de hoje. Essa história começa em maio 1992, quando o Brasil viu sua jovem democracia ser consolidada pela eleição e em seguida pelo processo de impeachment de Fernando Collor.

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