1946

Flávio Juarez Feijó
No segundo piso da ala norte do Museu do Louvre, ocupando lugar de destaque no meio de uma sala contendo dezenas de objetos provenientes da Mesopotâmia, há um grande monolito escuro de diorito coberto por textos na escrita cuneiforme. Cunhado há 3770 anos, aquele texto estabelece leis sobre relações sociais, comerciais, familiares e religiosas, no total de 282 artigos, e é conhecido como Código de Hamurabi, em referência ao rei babilônico que o editou. Mil anos depois, o povo hebreu lutava pela própria existência, e os soberanos sentiram a necessidade de uma lei que os unisse. Mas não havia como todo o povo, 99,9% analfabeto, decorar um código tão longo e complexo. A solução foi genial, resumir aquele texto enorme em dez leis curtas e de fácil memorização. Não por acaso, o mesmo número dos dedos das mãos. E torná-las de cumprimento obrigatório, por terem sido entregues pessoalmente na forma de tábuas da lei pela própria divindade a um personagem heroico, que libertou o povo da escravidão e o guiou à Terra Prometida. Lindo, mas falso. Durante séculos os estudiosos tentaram reproduzir o percurso de Moisés desde o Egito até Israel, e encontrar o ponto onde ele teria aberto as águas do Mar Vermelho.
*Este livro não poderá ser entregue em Portugal.
 
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No segundo piso da ala norte do Museu do Louvre, ocupando lugar de destaque no meio de uma sala contendo dezenas de objetos provenientes da Mesopotâmia, há um grande monolito escuro de diorito coberto por textos na escrita cuneiforme. Cunhado há 3770 anos, aquele texto estabelece leis sobre relações sociais, comerciais, familiares e religiosas, no total de 282 artigos, e é conhecido como Código de Hamurabi, em referência ao rei babilônico que o editou. Mil anos depois, o povo hebreu lutava pela própria existência, e os soberanos sentiram a necessidade de uma lei que os unisse. Mas não havia como todo o povo, 99,9% analfabeto, decorar um código tão longo e complexo. A solução foi genial, resumir aquele texto enorme em dez leis curtas e de fácil memorização. Não por acaso, o mesmo número dos dedos das mãos. E torná-las de cumprimento obrigatório, por terem sido entregues pessoalmente na forma de tábuas da lei pela própria divindade a um personagem heroico, que libertou o povo da escravidão e o guiou à Terra Prometida. Lindo, mas falso. Durante séculos os estudiosos tentaram reproduzir o percurso de Moisés desde o Egito até Israel, e encontrar o ponto onde ele teria aberto as águas do Mar Vermelho.

*Este livro não poderá ser entregue em Portugal.

 

Características

Autor: Flávio Juarez Feijó
ISBN: 978-989-51-7622-9
Editora: Chiado Editora
Ano de publicação: 2016
Capa: Brochura
No de páginas: 348
Língua: Português
Dimensões: 21.6 x 14

Mais sobre o livro

É difícil encontrar evidências físicas de uma obra de ficção. Não há referências nos hieróglifos egípcios à presença de milhares de escravos hebreus. Não houve fuga, nem travessia milagrosa do mar. Os hebreus não invadiram Canaã, mas ali já viviam há séculos, organizados em tribos em sua maioria instaladas nas terras baixas junto ao litoral. E os dez mandamentos foram simplesmente importados e incorporados às narrativas compiladas por ordem do Rei Josias. Não matar e não roubar são preceitos essenciais para a vida em sociedade, e são impostos aos cidadãos por dezenas de códigos legais pelo mundo afora. Não desceram do Monte Sinai, mas fazem parte do pacto social desde Hamurabi, há 3770 anos. Esta e outras reflexões compõem o cerne de 1946, entremeado com dezenas de experiências e episódios marcantes da vida do autor.

Flávio Juarez Feijó

Flávio Juarez Feijó é geólogo e exerceu a profissão na Petrobras durante 46 anos. Esta é sua primeira obra de ficção. Hoje ele mora em Porto Alegre, onde nasceu há algumas décadas.

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